Arab Drifting: O Fenômeno Extremo das Rodovias Sauditas
O Arab Drifting, também chamado de Taṭwīs ou Hajwalah, é um dos fenômenos automobilísticos mais extremos e controversos do mundo. Surgiu nas largas rodovias sauditas nos anos 1980 e 1990, quando jovens começaram a testar limites ao deslizar carros em alta velocidade, muitas vezes em pistas totalmente retas, transformando o asfalto em palco de manobras quase impossíveis. O movimento nasceu como uma mistura de adrenalina, desafio e busca por identidade.
O estilo se diferencia do drifting japonês justamente pela ausência de curvas técnicas. No Arab Drifting, o desafio é controlar o carro enquanto ele dança de lado em linhas retas, criando ondulações perigosas ou cruzando de faixa repetidamente enquanto o público assiste. A estética do movimento também ganhou força: carros comuns, como sedãs de tração dianteira usados em altíssimas velocidades, viraram símbolos culturais de um esporte que combina improviso, risco e espetáculo.
Da Arábia Saudita para o Mundo Digital
Com o avanço da internet e dos primeiros celulares com câmera, o fenômeno se espalhou globalmente. Vídeos de manobras insanas, perseguições policiais filmadas pelos próprios participantes e plateias correndo do caos viralizaram no YouTube e TikTok, transformando o Arab Drifting em um mito digital. O impacto visual impressionante — poeira subindo, pneus explodindo, carros girando em ângulos impossíveis — ajudou a consolidar a estética como parte da cultura pop, influenciando videoclipes, games e comunidades de entusiastas ao redor do planeta.
Nos últimos anos, no entanto, autoridades árabes têm reprimido com força o movimento por causa do grande número de acidentes fatais. Mesmo assim, a imagem do Arab Drifting persiste: uma mistura de perigo, estilo e liberdade radical que continua fascinando o mundo.