Yvon Chouinard: o bilionário que doou a Patagonia

Em setembro de 2022, o fundador da Patagonia abriu o site da empresa e publicou uma carta. O título era direto: A Terra é agora nossa única acionista. O texto anunciava que ele, sua esposa e seus dois filhos tinham aberto mão de todas as suas ações da empresa — avaliada em 3 bilhões de dólares — transferindo-as para uma organização sem fins lucrativos dedicada a combater as mudanças climáticas.Yvon Chouinard tinha 83 anos e estava abrindo mão de uma fortuna para preservar uma missão. Chouinard não começou como empresário. Começou como alpinista. Na década de 1950, ainda adolescente na...

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Havaianas: de item popular a símbolo de moda global

.wd-page-nav .back-to-archive{width:52px!important;height:52px!important;display:block!important;background-image:url(https://coyotemidia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/80.png)!important;background-size:cover!important;background-position:center!important;border-radius:3px!important;font-size:0!important;overflow:hidden!important}.wd-page-nav .back-to-archive:before,.wd-page-nav .back-to-archive:after{display:none!important} Em 1962, a Alpargatas lançou o primeiro par de Havaianas no Brasil, inspirado na sandália japonesa zori — tira em V, solado de borracha, uma textura na palmilha que imitava grão de arroz em homenagem à raiz oriental do design. A proposta era simples e deliberadamente popular: calçado acessível e durável para a classe trabalhadora, vendido em caminhão, feira e balcão de loja de bairro, distribuído até em kit promocional para fixar a marca fora dos grandes centros.  Por décadas, o chinelo carregou exatamente o estigma que o preço baixo costuma impor no Brasil: item associado ao...

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Dickies: de uniforme de operário a base do streetwear

.wd-page-nav .back-to-archive{width:52px!important;height:52px!important;display:block!important;background-image:url(https://coyotemidia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/74.png)!important;background-size:cover!important;background-position:center!important;border-radius:3px!important;font-size:0!important;overflow:hidden!important}.wd-page-nav .back-to-archive:before,.wd-page-nav .back-to-archive:after{display:none!important} Em 1922, dois primos texanos, C.N. Williamson e E.E. "Colonel" Dickie, fundaram uma empresa no Texas para vender macacão resistente a trabalhadores de rancho na região de Fort Worth. A Dickies nasceu com um único objetivo: roupa de trabalho barata, durável e sem nenhuma pretensão de moda — o tipo de peça pensada para aguentar jornada inteira de sol, poeira e esforço físico sem rasgar. Durante a Segunda Guerra Mundial, a empresa se voltou para a produção de milhões de uniformes militares, consolidando de vez a reputação de resistência industrial que a marca carrega até hoje.  O...

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All Star: o tênis que marcou identidade na escola

All Star: o tênis que marcou identidade na escola

.wd-page-nav .back-to-archive{width:52px!important;height:52px!important;display:block!important;background-image:url(https://coyotemidia.com.br/wp-content/uploads/2026/06/19.png)!important;background-size:cover!important;background-position:center!important;border-radius:3px!important;font-size:0!important;overflow:hidden!important}.wd-page-nav .back-to-archive:before,.wd-page-nav .back-to-archive:after{display:none!important} Existe uma memória específica que atravessa gerações de brasileiros que cresceram entre os anos 80 e 2000: o primeiro par de All Star. Não era só um tênis. Era uma passagem. Tinha um significado que nem sempre se conseguia articular na época, mas que era completamente claro na prática: quem usava All Star sabia de alguma coisa.O Converse Chuck Taylor All Star é tecnicamente um tênis de basquete de 1917. Marquis Mills Converse fundou a empresa em 1908 em Massachusetts e em 1917 lançou o modelo que ainda hoje — com design praticamente inalterado — é...

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O que é Brasilcore e por que o mundo só viu agora

.wd-page-nav .back-to-archive{width:52px!important;height:52px!important;display:block!important;background-image:url(https://coyotemidia.com.br/wp-content/uploads/2026/06/10.png)!important;background-size:cover!important;background-position:center!important;border-radius:3px!important;font-size:0!important;overflow:hidden!important}.wd-page-nav .back-to-archive:before,.wd-page-nav .back-to-archive:after{display:none!important} Existe um momento específico em que uma coisa deixa de ser hábito e vira tendência. Para o Brasilcore, esse momento aconteceu em abril de 2022, quando Anitta subiu no palco do Coachella usando um figurino nas cores verde e amarelo e virou manchete no mundo todo. Mas qualquer pessoa que tenha crescido num bairro popular do Rio ou de São Paulo sabe que aquele visual não nasceu ali. Ele já existia. Estava nas ruas, nos bailes funk, nos campos de várzea, nas costas de quem usava camisa da seleção não como declaração política, mas porque era...

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Como a Zara aprende com a moda de luxo em semanas

.wd-page-nav .back-to-archive{width:52px!important;height:52px!important;display:block!important;background-image:url(https://coyotemidia.com.br/wp-content/uploads/2026/04/2-3.png)!important;background-size:cover!important;background-position:center!important;border-radius:3px!important;font-size:0!important;overflow:hidden!important}.wd-page-nav .back-to-archive:before,.wd-page-nav .back-to-archive:after{display:none!important} Existe uma palavra para o que a Zara faz, mas a indústria da moda construiu ao longo de décadas um vocabulário alternativo que suaviza o desconforto de usá-la. A palavra é cópia. Os eufemismos preferidos são 'inspiração', 'tendência interpretada', 'democratização do estilo', 'versão acessível'. Mas quando uma peça sai da passarela de uma grife de luxo em fevereiro e aparece numa loja Zara em abril, traduzida em poliéster a um quinto do preço original, o debate semântico parece honesto por apenas alguns segundos antes de revelar sua função: proteger uma prática economicamente vantajosa do escrutínio ético...

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Como a Supreme inventou o hype drop

.wd-page-nav .back-to-archive{width:52px!important;height:52px!important;display:block!important;background-image:url(https://coyotemidia.com.br/wp-content/uploads/2026/04/19-2.png)!important;background-size:cover!important;background-position:center!important;border-radius:3px!important;font-size:0!important;overflow:hidden!important}.wd-page-nav .back-to-archive:before,.wd-page-nav .back-to-archive:after{display:none!important} Em abril de 1994, numa esquina da Lafayette Street em Manhattan, abriu uma loja de skate que não era apenas uma loja de skate. O espaço era pequeno — pouco mais de 60 metros quadrados — e foi projetado por James Jebbia, seu fundador, com uma atenção ao detalhe que era incomum para o tipo de negócio que pretendia ser. Os produtos estavam expostos nas bordas do espaço, com o centro da loja deixado livre — um convite implícito para que os skatistas usassem o próprio espaço como ponto de encontro e não apenas de consumo....

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Como a NBA transformou o túnel de entrada em desfile de moda

.wd-page-nav .back-to-archive{width:52px!important;height:52px!important;display:block!important;background-image:url(https://coyotemidia.com.br/wp-content/uploads/2026/04/6.png)!important;background-size:cover!important;background-position:center!important;border-radius:3px!important;font-size:0!important;overflow:hidden!important}.wd-page-nav .back-to-archive:before,.wd-page-nav .back-to-archive:after{display:none!important} Existe um momento específico, repetido dezenas de vezes por temporada, que mudou silenciosamente a relação entre esporte profissional e moda global: o jogador de basquete descendo de um ônibus ou chegando a uma arena, câmeras já posicionadas, look produzido com o mesmo cuidado que uma editora de moda colocaria num shoot de revista. O momento tem nome. Chama-se tunnel walk — a caminhada pelo corredor que leva ao vestiário antes do jogo — e se tornou, ao longo dos últimos quinze anos, um dos eventos de moda mais assistidos, comentados e influentes do mundo. Não porque...

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A ascensão do ‘slow fashion’ africanos

.wd-page-nav .back-to-archive{width:52px!important;height:52px!important;display:block!important;background-image:url(https://coyotemidia.com.br/wp-content/uploads/2026/04/9-1.png)!important;background-size:cover!important;background-position:center!important;border-radius:3px!important;font-size:0!important;overflow:hidden!important}.wd-page-nav .back-to-archive:before,.wd-page-nav .back-to-archive:after{display:none!important} Enquanto o debate ocidental sobre sustentabilidade na moda continua girando em torno das mesmas marcas escandinavas de linho orgânico e das mesmas coleções de 'cápsula' em paletas neutras, uma outra conversa acontece simultaneamente em Lagos, Nairóbi, Dakar, Acra e Joanesburgo — e ela é mais radical, mais tecnicamente sofisticada e historicamente mais profunda do que qualquer coisa que a moda 'consciente' do Norte Global produziu. O problema é que o sistema de atenção da indústria da moda global foi construído com um mapa que coloca Paris, Milão, Nova York e Londres no centro. Tudo que acontece...

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Workwear Japonês: Quando o Operário Virou Referência de Estilo

.wd-page-nav .back-to-archive{width:52px!important;height:52px!important;display:block!important;background-image:url(https://coyotemidia.com.br/wp-content/uploads/2026/02/9.png)!important;background-size:cover!important;background-position:center!important;border-radius:3px!important;font-size:0!important;overflow:hidden!important}.wd-page-nav .back-to-archive:before,.wd-page-nav .back-to-archive:after{display:none!important} O workwear japonês representa uma das transformações mais fascinantes da moda contemporânea, onde roupas criadas originalmente para trabalhadores manuais e operários americanos tornaram-se objetos de desejo global. Marcas japonesas como Kapital, Visvim, Engineered Garments e Needles elevaram o utilitário ao status de arte vestível, criando peças que custam milhares de dólares e são disputadas por colecionadores ao redor do mundo. Essa obsessão não é acidental — é resultado de décadas de fascinação cultural iniciada no pós-Segunda Guerra Mundial, quando soldados americanos trouxeram para o Japão não apenas poder militar, mas também jeans Levi's, jaquetas de trabalho robustas...

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