Como Michael Jackson inspirou O Show de Truman

Truman Burbank, o protagonista vivido por Jim Carrey em O Show de Truman (1998), não nasceu de um roteiro qualquer sobre vigilância e realidade forjada. Segundo o próprio diretor do filme, ele nasceu, quase literalmente, da vida de Michael Jackson.Em entrevista concedida anos depois do lançamento do filme, o diretor Peter Weir afirmou de forma direta e sem meio-termo: "Você assiste O Show de Truman e, quero dizer, Jim Carrey fez um trabalho fantástico, mas Michael Jackson é Truman. Foi nele que me baseei, e ele é o que mais se aproxima do próprio Truman." Weir foi além, explicando...

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Ashita no Joe: o mangá que virou grito de rebelião

.wd-page-nav .back-to-archive{width:52px!important;height:52px!important;display:block!important;background-image:url(https://coyotemidia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/10-2.png)!important;background-size:cover!important;background-position:center!important;border-radius:3px!important;font-size:0!important;overflow:hidden!important}.wd-page-nav .back-to-archive:before,.wd-page-nav .back-to-archive:after{display:none!important} Existe um mangá de boxe que, num dia de 1970, foi gritado como palavra de ordem por sequestradores armados dentro de um avião comercial. Poucas obras de ficção já tiveram sua mensagem levada tão literalmente ao mundo real quanto Ashita no Joe (Tomorrow's Joe).Criado pelo roteirista Asao Takamori e pelo desenhista Tetsuya Chiba, publicado semanalmente na revista Weekly Shōnen Magazine entre janeiro de 1968 e maio de 1973, Ashita no Joe acompanha a trajetória de Joe Yabuki, um órfão vagando pelas ruas de Tóquio que descobre o boxe dentro de um reformatório juvenil, depois de se...

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O cinema nigeriano (Nollywood) produz mais filmes que Hollywood.

.wd-page-nav .back-to-archive{width:52px!important;height:52px!important;display:block!important;background-image:url(https://coyotemidia.com.br/wp-content/uploads/2026/04/11-3.png)!important;background-size:cover!important;background-position:center!important;border-radius:3px!important;font-size:0!important;overflow:hidden!important}.wd-page-nav .back-to-archive:before,.wd-page-nav .back-to-archive:after{display:none!important} Lagos, qualquer dia de 2024. Numa cidade de mais de 20 milhões de pessoas distribuídas por uma megalópole que desafia qualquer planejamento urbano convencional, dezenas de filmes são produzidos toda semana. Com orçamentos que variam entre alguns milhares e alguns milhões de dólares — mas raramente chegam perto dos parâmetros de uma produção americana média — em cronogramas que comprimem em dias o que um estúdio americano levaria semanas para realizar, a indústria cinematográfica nigeriana produz hoje entre 2.500 e 2.800 filmes por ano. Mais do que a Índia. Mais do que os Estados Unidos. Mais...

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Como a A24 virou uma marca de cinema cultuada

.wd-page-nav .back-to-archive{width:52px!important;height:52px!important;display:block!important;background-image:url(https://coyotemidia.com.br/wp-content/uploads/2026/04/17-4.png)!important;background-size:cover!important;background-position:center!important;border-radius:3px!important;font-size:0!important;overflow:hidden!important}.wd-page-nav .back-to-archive:before,.wd-page-nav .back-to-archive:after{display:none!important} Em 2012, três executivos — Daniel Katz, David Fenkel e John Hodges — fundaram em Nova York uma distribuidora cinematográfica sem estúdio próprio, sem franquias estabelecidas, sem o suporte de nenhum dos grandes conglomerados de mídia que dominam o mercado americano. O nome da empresa veio de uma autoestrada italiana, a A24, que Katz havia percorrido numa viagem e que não tinha nenhum significado particular além de soar bem. Nenhum manifesto foi publicado. Nenhuma visão grandiosa foi declarada. Apenas o trabalho de escolher, adquirir e distribuir filmes que outros passavam.Onze anos depois, a A24 havia vencido...

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O que o cinema iraniano dos anos 90 ensinou ao mundo

.wd-page-nav .back-to-archive{width:52px!important;height:52px!important;display:block!important;background-image:url(https://coyotemidia.com.br/wp-content/uploads/2026/04/18-3.png)!important;background-size:cover!important;background-position:center!important;border-radius:3px!important;font-size:0!important;overflow:hidden!important}.wd-page-nav .back-to-archive:before,.wd-page-nav .back-to-archive:after{display:none!important} Existe uma cena em Onde é a Casa do Meu Amigo?, de Abbas Kiarostami, que dura vários minutos e mostra apenas um menino percorrendo um caminho de terra num vilarejo do norte do Irã. Nada acontece, no sentido convencional de 'acontecer' no cinema. Nenhuma informação nova é revelada. Nenhum personagem entra em quadro. Nenhum diálogo é dito. A câmera acompanha o menino com paciência quase meditativa, e o que a paisagem conta — as linhas sinuosas do caminho, a luz do fim da tarde, o ritmo dos passos de uma criança que tem um objetivo mas...

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Spike Lee e o cinema como ato político

.wd-page-nav .back-to-archive{width:52px!important;height:52px!important;display:block!important;background-image:url(https://coyotemidia.com.br/wp-content/uploads/2026/04/5-2.png)!important;background-size:cover!important;background-position:center!important;border-radius:3px!important;font-size:0!important;overflow:hidden!important}.wd-page-nav .back-to-archive:before,.wd-page-nav .back-to-archive:after{display:none!important} Quando Spike Lee coloca a câmera num trilho e filma um personagem deslizando pelo espaço como se flutuasse — os pés não tocam o chão, o corpo se move sem fricção com o mundo — ele não está apenas fazendo uma escolha de fotografia. Está construindo uma declaração sobre como aquele personagem existe no espaço: suspenso entre mundos, sem chão fixo, deslocado de uma realidade que nunca foi inteiramente sua. É um recurso técnico que é também uma afirmação filosófica sobre pertencimento, deslocamento e a experiência negra num mundo que foi construído por e para outra...

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O estilo visual de Blade Runner ainda define a estética de cidades?

.wd-page-nav .back-to-archive{width:52px!important;height:52px!important;display:block!important;background-image:url(https://coyotemidia.com.br/wp-content/uploads/2026/04/29.png)!important;background-size:cover!important;background-position:center!important;border-radius:3px!important;font-size:0!important;overflow:hidden!important}.wd-page-nav .back-to-archive:before,.wd-page-nav .back-to-archive:after{display:none!important} Blade Runner foi lançado em junho de 1982 e foi, por qualquer métrica comercial convencional, um fracasso. Custou 28 milhões de dólares e arrecadou pouco mais disso nos Estados Unidos — resultado insuficiente para uma produção desse porte. As críticas foram divididas. O estúdio, preocupado com a reação das primeiras sessões de teste, havia imposto a Ridley Scott um final alternativo com cenas de natureza aérea que o diretor considerava artisticamente desonesto. Scott saiu da pós-produção frustrado. Harrison Ford, que havia feito Han Solo e Indiana Jones, ficou confuso sobre o que havia feito. O filme...

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O que aconteceu com o cinema de autor dentro do streaming?

.wd-page-nav .back-to-archive{width:52px!important;height:52px!important;display:block!important;background-image:url(https://coyotemidia.com.br/wp-content/uploads/2026/04/36.png)!important;background-size:cover!important;background-position:center!important;border-radius:3px!important;font-size:0!important;overflow:hidden!important}.wd-page-nav .back-to-archive:before,.wd-page-nav .back-to-archive:after{display:none!important} Em 2018, a Netflix tomou uma decisão que parecia, na época, sinalizar uma mudança de paradigma na indústria cinematográfica: pagou 25 milhões de dólares pelos direitos mundiais de Roma, o filme em preto e branco em espanhol e mixteco de Alfonso Cuarón, filmado no México City da infância do diretor, sem estrela, sem ação, sem estrutura narrativa que se encaixasse em qualquer categoria comercial conveniente. O filme ganhou o Oscar de Melhor Diretor e de Melhor Fotografia. Gerou cobertura de imprensa massiva. E sinalizou, para o mundo da cultura, que as plataformas de streaming estavam dispostas...

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Skins: A Série que Definiu uma Geração

.wd-page-nav .back-to-archive{width:52px!important;height:52px!important;display:block!important;background-image:url(https://coyotemidia.com.br/wp-content/uploads/2026/02/1.png)!important;background-size:cover!important;background-position:center!important;border-radius:3px!important;font-size:0!important;overflow:hidden!important}.wd-page-nav .back-to-archive:before,.wd-page-nav .back-to-archive:after{display:none!important} Skins não foi apenas série de TV sobre adolescentes — foi fenômeno cultural que capturou e definiu experiência de crescer nos anos 2000 e início dos 2010 com autenticidade crua, honestidade brutal e recusa em romantizar ou moralizar sobre drogas, sexo, transtornos mentais e caos emocional da adolescência. Transmitida originalmente no Channel 4 britânico de 2007 a 2013, ambientada em Bristol e focada em grupos de amigos do ensino médio, Skins tratou seu público jovem como inteligente, capaz de lidar com conteúdo complexo e merecedor de representação honesta — não versão sanitizada e pedagogicamente segura da...

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The Wire: a melhor série que ninguém viu

.wd-page-nav .back-to-archive{width:52px!important;height:52px!important;display:block!important;background-image:url(https://coyotemidia.com.br/wp-content/uploads/2026/01/6-5.png)!important;background-size:cover!important;background-position:center!important;border-radius:3px!important;font-size:0!important;overflow:hidden!important}.wd-page-nav .back-to-archive:before,.wd-page-nav .back-to-archive:after{display:none!important} Poucas obras audiovisuais alcançaram o nível de profundidade, realismo e ambição narrativa de The Wire. Ainda assim, paradoxalmente, ela segue sendo chamada de “a melhor série que ninguém viu”. Lançada entre 2002 e 2008, antes da explosão do streaming e da cultura do binge-watching, The Wire nunca foi um fenômeno de audiência. Mas, com o tempo, tornou-se um consenso crítico — não apenas como grande série, mas como uma das maiores obras da televisão. Ambientada em Baltimore, The Wire não se preocupa em contar a história de heróis individuais. Seu verdadeiro protagonista é o sistema. A cada...

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