O auge e a queda da Vice

.wd-page-nav .back-to-archive{width:52px!important;height:52px!important;display:block!important;background-image:url(https://coyotemidia.com.br/wp-content/uploads/2026/03/6.png)!important;background-size:cover!important;background-position:center!important;border-radius:3px!important;font-size:0!important;overflow:hidden!important}.wd-page-nav .back-to-archive:before,.wd-page-nav .back-to-archive:after{display:none!important} Como a revista que prometeu destruir o jornalismo chato acabou virando exatamente o que odiava — e o que isso diz sobre contracultura e dinheiro. A Vice nasceu em Montreal em 1994 como Voice of Montreal, um fanzine gratuito financiado por subsídios governamentais canadenses destinados a grupos marginalizados. Os fundadores — Suroosh Alvi, Shane Smith e Gavin McInnes — eram jovens sem dinheiro com muito a provar. O conteúdo era cru, provocador, frequentemente irresponsável e genuinamente diferente de qualquer coisa que existia nas bancas. Era exatamente isso que tornava a Vice irresistível.Ao longo dos anos 2000,...

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Quem foi Al Diaz — a mente por trás do SAMO

.wd-page-nav .back-to-archive{width:52px!important;height:52px!important;display:block!important;background-image:url(https://coyotemidia.com.br/wp-content/uploads/2026/03/2.png)!important;background-size:cover!important;background-position:center!important;border-radius:3px!important;font-size:0!important;overflow:hidden!important}.wd-page-nav .back-to-archive:before,.wd-page-nav .back-to-archive:after{display:none!important} A literatura brasileira sempre soube descrever a pobreza. O que ela nunca soube foi deixar a pobreza falar. No final dos anos 1970, Jean-Michel Basquiat e Al Diaz eram apenas dois adolescentes em Nova York que tinham mais coisas a dizer do que paredes para dizer. Os dois se conheceram na City-As-School, uma escola alternativa em Manhattan, e logo descobriram que a cidade inteira podia ser seu caderno. Nasceu ali o SAMO©, abreviação de Same Old Shit — uma crítica afiada ao conformismo disfarçada de assinatura urbana.O que diferenciava o SAMO de qualquer outro tag da época...

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Skate e punk — a mesma raiva, dois pavimentos

.wd-page-nav .back-to-archive{width:52px!important;height:52px!important;display:block!important;background-image:url(https://coyotemidia.com.br/wp-content/uploads/2026/03/21.png)!important;background-size:cover!important;background-position:center!important;border-radius:3px!important;font-size:0!important;overflow:hidden!important}.wd-page-nav .back-to-archive:before,.wd-page-nav .back-to-archive:after{display:none!important} Nos anos 1970, o skate californiano evoluiu das piscinas vazias e calçadas para o espaço urbano. Ao mesmo tempo, o punk rock emergia como resposta direta ao cenário político e cultural conservador. Bandas como o Black Flag consolidaram um som mais rápido e agressivo, que dialogava com a intensidade física do skate de rua.O vocabulário das duas cenas passou a se sobrepor. O termo "thrash", usado para descrever uma abordagem agressiva no skate, também passou a definir o subgênero mais veloz do punk da costa oeste. Em 1981, essa convergência se materializou com o surgimento da...

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A tatuagem japonesa que o Ocidente romantizou e o Japão proibiu

.wd-page-nav .back-to-archive{width:52px!important;height:52px!important;display:block!important;background-image:url(https://coyotemidia.com.br/wp-content/uploads/2026/03/31.png)!important;background-size:cover!important;background-position:center!important;border-radius:3px!important;font-size:0!important;overflow:hidden!important}.wd-page-nav .back-to-archive:before,.wd-page-nav .back-to-archive:after{display:none!important} Dragões, carpas, flores de cerejeira cobrindo costas inteiras. A tatuagem japonesa encantou o mundo — ao mesmo tempo em que seu próprio país a tratava como marca de criminoso O irezumi — termo japonês para tatuagem tradicional — tem uma história que precede em séculos qualquer tendência ocidental. Durante o período Edo, entre os séculos XVII e XIX, a prática estava presente em diferentes camadas da sociedade japonesa: marinheiros, bombeiros, artesãos e trabalhadores da cidade usavam tatuagens como marcadores de identidade, de pertencimento a grupos e de devoção espiritual. Era uma linguagem visual com gramática própria, regida...

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40 anos de Jamel Shabazz — o arquivo vivo de Nova York

.wd-page-nav .back-to-archive{width:52px!important;height:52px!important;display:block!important;background-image:url(https://coyotemidia.com.br/wp-content/uploads/2026/03/33.png)!important;background-size:cover!important;background-position:center!important;border-radius:3px!important;font-size:0!important;overflow:hidden!important}.wd-page-nav .back-to-archive:before,.wd-page-nav .back-to-archive:after{display:none!important} Antes do Instagram, antes dos smartphones, antes de qualquer um falar em "documentar a cultura", Jamel Shabazz já estava na rua com uma câmera e a convicção de que aquelas vidas mereciam ser vistas.  Jamel Shabazz começou a fotografar em 1980, aos 18 anos, com uma câmera que ganhou do pai. O cenário era o South Bronx e o Brooklyn de Nova York — bairros que a mídia da época só visitava para cobrir crime, pobreza e decadência. Shabazz fotografou outra coisa: a dignidade, a elegância e a criatividade de uma juventude que, mesmo cercada por negligência...

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Skins: A Série que Definiu uma Geração

.wd-page-nav .back-to-archive{width:52px!important;height:52px!important;display:block!important;background-image:url(https://coyotemidia.com.br/wp-content/uploads/2026/02/1.png)!important;background-size:cover!important;background-position:center!important;border-radius:3px!important;font-size:0!important;overflow:hidden!important}.wd-page-nav .back-to-archive:before,.wd-page-nav .back-to-archive:after{display:none!important} Skins não foi apenas série de TV sobre adolescentes — foi fenômeno cultural que capturou e definiu experiência de crescer nos anos 2000 e início dos 2010 com autenticidade crua, honestidade brutal e recusa em romantizar ou moralizar sobre drogas, sexo, transtornos mentais e caos emocional da adolescência. Transmitida originalmente no Channel 4 britânico de 2007 a 2013, ambientada em Bristol e focada em grupos de amigos do ensino médio, Skins tratou seu público jovem como inteligente, capaz de lidar com conteúdo complexo e merecedor de representação honesta — não versão sanitizada e pedagogicamente segura da...

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David Bowie: O Camaleão que Redefiniu Reinvenção

.wd-page-nav .back-to-archive{width:52px!important;height:52px!important;display:block!important;background-image:url(https://coyotemidia.com.br/wp-content/uploads/2026/02/20.png)!important;background-size:cover!important;background-position:center!important;border-radius:3px!important;font-size:0!important;overflow:hidden!important}.wd-page-nav .back-to-archive:before,.wd-page-nav .back-to-archive:after{display:none!important} David Bowie não foi apenas músico — foi artista de transformação, performer de identidades múltiplas, e figura que elevou a reinvenção pessoal a forma de arte. Ao longo de carreira que se estendeu por cinco décadas, desde o final dos anos 1960 até sua morte em 2016, Bowie criou e abandonou personas inteiras, transitou entre gêneros musicais com facilidade desconcertante, e consistentemente desafiou expectativas de público, críticos e indústria musical. A metamorfose não foi apenas estilo — foi filosofia central, declaração de que identidade é fluida, performance é autenticidade, e a única constância é mudança. A primeira grande...

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Sober Curious: A Juventude que Não Bebe

.wd-page-nav .back-to-archive{width:52px!important;height:52px!important;display:block!important;background-image:url(https://coyotemidia.com.br/wp-content/uploads/2026/01/1-8.png)!important;background-size:cover!important;background-position:center!important;border-radius:3px!important;font-size:0!important;overflow:hidden!important}.wd-page-nav .back-to-archive:before,.wd-page-nav .back-to-archive:after{display:none!important} No "Sober Curious" mostra a mudança na forma de consumir alcool dos jovens. Cultura de bebida dominou jovens adultos por décadas. College significava binge drinking. Networking profissional acontecia em happy hours. Balada sem álcool parecia impossível. Mas algo mudou silenciosamente nos anos 2010. Wellness culture explodiu — yoga, meditação, alimentação consciente. Simultaneamente, ansiedade e depressão se tornaram epidemia entre jovens.Consequência: álcool começou parecer contraditório. Como você pode fazer juice cleanse pela manhã e tomar shots à noite? Como prioriza saúde mental mas usa depressor do sistema nervoso central socialmente? Dissonância cognitiva cresceu. Mas infraestrutura social ainda...

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Planet Hemp e a Luta pela Legalização

.wd-page-nav .back-to-archive{width:52px!important;height:52px!important;display:block!important;background-image:url(https://coyotemidia.com.br/wp-content/uploads/2026/02/17.png)!important;background-size:cover!important;background-position:center!important;border-radius:3px!important;font-size:0!important;overflow:hidden!important}.wd-page-nav .back-to-archive:before,.wd-page-nav .back-to-archive:after{display:none!important} Planet Hemp não foi apenas banda de rap — foi movimento político disruptivo que usou música como arma para confrontar tabus brasileiros sobre drogas, especialmente maconha, em momento histórico onde simplesmente falar abertamente sobre cannabis era ato de coragem que poderia resultar em censura, processos judiciais e confrontos com autoridades. Formada em 1993 no Rio de Janeiro por Marcelo D2, BNegão, Skunk e Rafael Crespo, a banda misturou rap agressivo, rock pesado e reggae para criar som único e letras sem filtro que defendiam legalização da maconha, criticavam Guerra às Drogas e desafiavam hipocrisia social em relação...

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Van Life no Brasil: Realidade ou Romantização das Redes Sociais?

.wd-page-nav .back-to-archive{width:52px!important;height:52px!important;display:block!important;background-image:url(https://coyotemidia.com.br/wp-content/uploads/2026/02/4.png)!important;background-size:cover!important;background-position:center!important;border-radius:3px!important;font-size:0!important;overflow:hidden!important}.wd-page-nav .back-to-archive:before,.wd-page-nav .back-to-archive:after{display:none!important} A van life brasileira explodiu nas redes sociais durante e após a pandemia de COVID-19, com milhares de perfis no Instagram mostrando vidas idílicas de liberdade sobre rodas: pores-do-sol na praia, cafés da manhã com vista para montanhas, trabalho remoto de paraísos tropicais, e uma existência aparentemente despreocupada livre das amarras da vida sedentária urbana. Mas por trás dos feeds cuidadosamente curados existe realidade significativamente mais complexa, cara e desafiadora do que as imagens filtradas sugerem. A van life brasileira é simultaneamente movimento legítimo de busca por liberdade e fenômeno performático criado para consumo nas redes sociais...

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