Béret: De Chapéu Camponês a Símbolo de Resistência

.wd-page-nav .back-to-archive{width:52px!important;height:52px!important;display:block!important;background-image:url(https://coyotemidia.com.br/wp-content/uploads/2026/04/21-2.png)!important;background-size:cover!important;background-position:center!important;border-radius:3px!important;font-size:0!important;overflow:hidden!important}.wd-page-nav .back-to-archive:before,.wd-page-nav .back-to-archive:after{display:none!important} Poucos objetos carregam uma trajetória simbólica tão improvável quanto o béret. É um chapéu de lã simples, sem aba, sem estrutura interna, produzido com mínima complexidade técnica e originalmente usado por pastores e camponeses do País Basco e do sul da França para se proteger do frio das montanhas. Era uma peça funcional, barata, sem pretensão estética — o tipo de objeto que não deveria aparecer em nenhuma história sobre cultura, política ou identidade. E no entanto, ao longo do século XX, o béret passou pela cabeça de guerrilheiros latinoamericanos, pela cabeça de intelectuais parisienses do...

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O estilo visual de Blade Runner ainda define a estética de cidades?

.wd-page-nav .back-to-archive{width:52px!important;height:52px!important;display:block!important;background-image:url(https://coyotemidia.com.br/wp-content/uploads/2026/04/29.png)!important;background-size:cover!important;background-position:center!important;border-radius:3px!important;font-size:0!important;overflow:hidden!important}.wd-page-nav .back-to-archive:before,.wd-page-nav .back-to-archive:after{display:none!important} Blade Runner foi lançado em junho de 1982 e foi, por qualquer métrica comercial convencional, um fracasso. Custou 28 milhões de dólares e arrecadou pouco mais disso nos Estados Unidos — resultado insuficiente para uma produção desse porte. As críticas foram divididas. O estúdio, preocupado com a reação das primeiras sessões de teste, havia imposto a Ridley Scott um final alternativo com cenas de natureza aérea que o diretor considerava artisticamente desonesto. Scott saiu da pós-produção frustrado. Harrison Ford, que havia feito Han Solo e Indiana Jones, ficou confuso sobre o que havia feito. O filme...

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Por que o futebol de várzea ainda resiste?

.wd-page-nav .back-to-archive{width:52px!important;height:52px!important;display:block!important;background-image:url(https://coyotemidia.com.br/wp-content/uploads/2026/04/19.png)!important;background-size:cover!important;background-position:center!important;border-radius:3px!important;font-size:0!important;overflow:hidden!important}.wd-page-nav .back-to-archive:before,.wd-page-nav .back-to-archive:after{display:none!important} Todo domingo de manhã, em algum campo de terra de alguma periferia de alguma cidade brasileira, uma coisa acontece que não está em nenhum contrato, não gera nenhuma receita publicitária e não aparece em nenhum relatório de impacto econômico: o futebol de várzea acontece. Com chuteiras rasgadas e sem, com camisa numerada e sem, com árbitro e sem, com trave de cano e trave de tijolo e sem trave nenhuma, com goleiro de 60 anos e centroavante de 14 — o jogo acontece. Há décadas. Há gerações. Com uma teimosia que desafia qualquer lógica de mercado e...

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A conexão entre o muay thai, a capoeira e o breakdance

.wd-page-nav .back-to-archive{width:52px!important;height:52px!important;display:block!important;background-image:url(https://coyotemidia.com.br/wp-content/uploads/2026/04/10-2.png)!important;background-size:cover!important;background-position:center!important;border-radius:3px!important;font-size:0!important;overflow:hidden!important}.wd-page-nav .back-to-archive:before,.wd-page-nav .back-to-archive:after{display:none!important} Três práticas corporais. Três geografias separadas por oceanos e continentes. Três contextos históricos que, na superfície, não têm nada a ver uns com os outros: a Tailândia do século XV, o Brasil colonial do século XVII, o Bronx dos anos 1970. E, no entanto, quando você coloca lado a lado um mestre de capoeira, um kru de muay thai e um b-boy experiente e pede que cada um descreva o que pratica — o que é, o que faz, de onde veio, para que serve — as respostas convergem de maneiras que desafiam a separação geográfica...

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Como o baile funk carioca influenciou a cena rave europeia

.wd-page-nav .back-to-archive{width:52px!important;height:52px!important;display:block!important;background-image:url(https://coyotemidia.com.br/wp-content/uploads/2026/04/32.png)!important;background-size:cover!important;background-position:center!important;border-radius:3px!important;font-size:0!important;overflow:hidden!important}.wd-page-nav .back-to-archive:before,.wd-page-nav .back-to-archive:after{display:none!important} Em algum momento entre 2008 e 2012, algo começou a mudar nos sets de DJs em Berlim, Londres, Amsterdã e Barcelona. Não de forma súbita — de forma gradual, como a mudança de tom numa conversa longa que você só percebe quando para e pensa no que foi dito uma hora atrás. Elementos rítmicos estranhos começaram a aparecer em contextos onde não eram esperados: uma quebrada de tamborim eletrônico num set de dubstep. Uma voz sampledada em português sobre uma base de bass music. Uma estrutura rítmica que escapava do grid regular do house e do...

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O surfe saiu da praia e foi para a passarela

.wd-page-nav .back-to-archive{width:52px!important;height:52px!important;display:block!important;background-image:url(https://coyotemidia.com.br/wp-content/uploads/2026/04/4.png)!important;background-size:cover!important;background-position:center!important;border-radius:3px!important;font-size:0!important;overflow:hidden!important}.wd-page-nav .back-to-archive:before,.wd-page-nav .back-to-archive:after{display:none!important} Existe um momento preciso em que o surfe deixou de ser uma subcultura de praia e se tornou uma estética global disponível para compra. É difícil fixar uma data, mas o processo estava claramente em curso nos anos 1990, quando marcas como Quiksilver, Billabong e Rip Curl — que haviam começado como fornecedoras de equipamento para surfistas reais — descobriram que havia um mercado muito maior para a estética do surfe do que para o surfe em si. As bermudas largas, as camisas estampadas, os bonés e as sandálias de borracha passaram a ser vendidos em...

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Pixação: arte ou vandalismo? A pergunta errada.

.wd-page-nav .back-to-archive{width:52px!important;height:52px!important;display:block!important;background-image:url(https://coyotemidia.com.br/wp-content/uploads/2026/04/7-2.png)!important;background-size:cover!important;background-position:center!important;border-radius:3px!important;font-size:0!important;overflow:hidden!important}.wd-page-nav .back-to-archive:before,.wd-page-nav .back-to-archive:after{display:none!important} Toda vez que o assunto pixação entra em pauta em algum veículo de comunicação mainstream, em alguma audiência pública ou em alguma conversa de academia, alguém — com boa vontade ou sem ela — levanta a mesma questão: arte ou vandalismo? A pergunta parece razoável. Ela tem a estrutura de um dilema legítimo, o formato de uma questão em aberto que aguarda análise cuidadosa. Mas é uma armadilha. Porque ela exige que a pixação se justifique dentro de um vocabulário que não é o dela, diante de um tribunal que ela nunca reconheceu como legítimo. E...

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Como a NBA transformou o túnel de entrada em desfile de moda

.wd-page-nav .back-to-archive{width:52px!important;height:52px!important;display:block!important;background-image:url(https://coyotemidia.com.br/wp-content/uploads/2026/04/6.png)!important;background-size:cover!important;background-position:center!important;border-radius:3px!important;font-size:0!important;overflow:hidden!important}.wd-page-nav .back-to-archive:before,.wd-page-nav .back-to-archive:after{display:none!important} Existe um momento específico, repetido dezenas de vezes por temporada, que mudou silenciosamente a relação entre esporte profissional e moda global: o jogador de basquete descendo de um ônibus ou chegando a uma arena, câmeras já posicionadas, look produzido com o mesmo cuidado que uma editora de moda colocaria num shoot de revista. O momento tem nome. Chama-se tunnel walk — a caminhada pelo corredor que leva ao vestiário antes do jogo — e se tornou, ao longo dos últimos quinze anos, um dos eventos de moda mais assistidos, comentados e influentes do mundo. Não porque...

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Banksy ainda importa?

.wd-page-nav .back-to-archive{width:52px!important;height:52px!important;display:block!important;background-image:url(https://coyotemidia.com.br/wp-content/uploads/2026/04/20-1.png)!important;background-size:cover!important;background-position:center!important;border-radius:3px!important;font-size:0!important;overflow:hidden!important}.wd-page-nav .back-to-archive:before,.wd-page-nav .back-to-archive:after{display:none!important} Existe uma contradição estrutural no centro de tudo que Banksy faz, e ele sabe disso melhor do que qualquer crítico de arte. A arte que critica o mercado de arte se tornou o produto mais caro do mercado de arte. A identidade que se constrói sobre o anonimato é hoje o segredo de consumo mais bem gerenciado do mundo da arte contemporânea. A crítica ao espetáculo se tornou um espetáculo global. E a ironia de tudo isso não escapa ao artista — está, de fato, incorporada no próprio trabalho. O que é, ao mesmo tempo, a...

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A NBA dos anos 90 não era um esporte — era uma guerra

.wd-page-nav .back-to-archive{width:52px!important;height:52px!important;display:block!important;background-image:url(https://coyotemidia.com.br/wp-content/uploads/2026/04/14.png)!important;background-size:cover!important;background-position:center!important;border-radius:3px!important;font-size:0!important;overflow:hidden!important}.wd-page-nav .back-to-archive:before,.wd-page-nav .back-to-archive:after{display:none!important} Existe uma versão romantizada dos anos 90 da NBA que circula hoje nas redes sociais em forma de compilações do YouTube com trilha sonora de boom bap e filtro VHS: Jordan voando, Pippen defendendo, Rodman caindo no chão com aquele sorriso de louco. É uma versão verdadeira — e é, ao mesmo tempo, uma versão que limpa o sangue do chão. Porque a NBA dos anos 90 foi também uma liga onde jogadores quebravam o nariz uns dos outros intencionalmente como estratégia defensiva, onde o trash talk era uma arma tão calculada quanto o arremesso, onde...

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