Coltrane, Kuti e Pascoal: os músicos que reinventaram o jazz

.wd-page-nav .back-to-archive{width:52px!important;height:52px!important;display:block!important;background-image:url(https://coyotemidia.com.br/wp-content/uploads/2026/04/1-1.png)!important;background-size:cover!important;background-position:center!important;border-radius:3px!important;font-size:0!important;overflow:hidden!important}.wd-page-nav .back-to-archive:before,.wd-page-nav .back-to-archive:after{display:none!important} Existe um tipo de música que não se ouve apenas com os ouvidos. Que exige uma disponibilidade específica — não de análise, não de fruição passiva, mas de algo mais parecido com entrega. Que opera em dimensões que a teoria musical ocidental nomeia com dificuldade porque as categorias que essa teoria usa foram construídas para outro tipo de experiência. John Coltrane, Fela Anikulapo-Kuti e Hermeto Pascoal produziram músicas desse tipo, cada um a partir de uma tradição radicalmente diferente, cada um respondendo a contextos históricos específicos, e o que eles têm em comum é mais iluminador...

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A mulher que inventou o videoclipe

.wd-page-nav .back-to-archive{width:52px!important;height:52px!important;display:block!important;background-image:url(https://coyotemidia.com.br/wp-content/uploads/2026/04/18-1.png)!important;background-size:cover!important;background-position:center!important;border-radius:3px!important;font-size:0!important;overflow:hidden!important}.wd-page-nav .back-to-archive:before,.wd-page-nav .back-to-archive:after{display:none!important} As histórias oficiais do videoclipe costumam começar no mesmo lugar: 1 de agosto de 1981, às 12h01 da manhã, quando a MTV foi ao ar nos Estados Unidos com Video Killed the Radio Star dos Buggles. É um marco conveniente, narrativamente satisfatório, fácil de ancorar num momento e num lugar específicos. É também, como a maioria dos marcos históricos que elegemos com tanta facilidade, uma simplificação que apaga décadas de experimentação anterior e, especificamente, apaga o trabalho de mulheres que foram centrais no desenvolvimento da linguagem visual da música popular antes que ela tivesse um nome...

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Black Rio e o dia em que o Brasil olhou para si mesmo

.wd-page-nav .back-to-archive{width:52px!important;height:52px!important;display:block!important;background-image:url(https://coyotemidia.com.br/wp-content/uploads/2026/03/13.png)!important;background-size:cover!important;background-position:center!important;border-radius:3px!important;font-size:0!important;overflow:hidden!important}.wd-page-nav .back-to-archive:before,.wd-page-nav .back-to-archive:after{display:none!important} No fim dos anos 1970, enquanto a ditadura tentava calar a voz das ruas, bailes funk e soul no Rio de Janeiro construíram uma consciência negra que o samba oficial nunca quis ter Era o Brasil da ditadura, do "milagre econômico" e da censura. E nos subúrbios do Rio, milhares de pessoas negras dançavam soul americano e começavam a entender quem eram.O movimento Black Rio não nasceu de um manifesto. Nasceu de um baile. No fim dos anos 1960 e começo dos 70, equipes de som como a Soul Grand Prix, a Cashbox e a Dynamic Soul...

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Basquiat e Warhol — duas solidões, uma tela

.wd-page-nav .back-to-archive{width:52px!important;height:52px!important;display:block!important;background-image:url(https://coyotemidia.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Capa-Site-4.png)!important;background-size:cover!important;background-position:center!important;border-radius:3px!important;font-size:0!important;overflow:hidden!important}.wd-page-nav .back-to-archive:before,.wd-page-nav .back-to-archive:after{display:none!important} O menino do Brooklyn que pichava paredes e o rei pop de Pittsburgh. Em 1982, eles dividiram um estúdio, uma fama e talvez muita coisa que nenhum dos dois soube administrar. Jean-Michel Basquiat tinha 21 anos quando entrou pela primeira vez na Factory de Andy Warhol. Já tinha exposições, já tinha reconhecimento nos círculos de vanguarda nova-iorquinos, mas ainda era considerado jovem demais, cru demais, perigoso demais para o establishment da arte. Warhol tinha 54 anos, era uma instituição viva, e estava, segundo muitos críticos da época, numa fase de declínio criativo. O encontro dos dois mudou...

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40 anos de Jamel Shabazz — o arquivo vivo de Nova York

.wd-page-nav .back-to-archive{width:52px!important;height:52px!important;display:block!important;background-image:url(https://coyotemidia.com.br/wp-content/uploads/2026/03/33.png)!important;background-size:cover!important;background-position:center!important;border-radius:3px!important;font-size:0!important;overflow:hidden!important}.wd-page-nav .back-to-archive:before,.wd-page-nav .back-to-archive:after{display:none!important} Antes do Instagram, antes dos smartphones, antes de qualquer um falar em "documentar a cultura", Jamel Shabazz já estava na rua com uma câmera e a convicção de que aquelas vidas mereciam ser vistas.  Jamel Shabazz começou a fotografar em 1980, aos 18 anos, com uma câmera que ganhou do pai. O cenário era o South Bronx e o Brooklyn de Nova York — bairros que a mídia da época só visitava para cobrir crime, pobreza e decadência. Shabazz fotografou outra coisa: a dignidade, a elegância e a criatividade de uma juventude que, mesmo cercada por negligência...

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A Igreja que colocou o mic na mão do gueto

.wd-page-nav .back-to-archive{width:52px!important;height:52px!important;display:block!important;background-image:url(https://coyotemidia.com.br/wp-content/uploads/2026/03/26.png)!important;background-size:cover!important;background-position:center!important;border-radius:3px!important;font-size:0!important;overflow:hidden!important}.wd-page-nav .back-to-archive:before,.wd-page-nav .back-to-archive:after{display:none!important} O gospel e o hip hop parecem, à primeira vista, mundos opostos. Um fala de Deus, o outro da rua. Um soa em corais, o outro em sound systems. Mas a separação entre eles sempre foi mais estética do que real. Os dois nasceram do mesmo lugar: a experiência negra diante da dor, da exclusão e da necessidade urgente de contar a própria história antes que outra pessoa o fizesse. O gospel americano tem raízes no spirituals — cantos que os africanos escravizados usavam para comunicar, resistir e sobreviver. Não era só música religiosa. Era código. Era...

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David Bowie: O Camaleão que Redefiniu Reinvenção

.wd-page-nav .back-to-archive{width:52px!important;height:52px!important;display:block!important;background-image:url(https://coyotemidia.com.br/wp-content/uploads/2026/02/20.png)!important;background-size:cover!important;background-position:center!important;border-radius:3px!important;font-size:0!important;overflow:hidden!important}.wd-page-nav .back-to-archive:before,.wd-page-nav .back-to-archive:after{display:none!important} David Bowie não foi apenas músico — foi artista de transformação, performer de identidades múltiplas, e figura que elevou a reinvenção pessoal a forma de arte. Ao longo de carreira que se estendeu por cinco décadas, desde o final dos anos 1960 até sua morte em 2016, Bowie criou e abandonou personas inteiras, transitou entre gêneros musicais com facilidade desconcertante, e consistentemente desafiou expectativas de público, críticos e indústria musical. A metamorfose não foi apenas estilo — foi filosofia central, declaração de que identidade é fluida, performance é autenticidade, e a única constância é mudança. A primeira grande...

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Planet Hemp e a Luta pela Legalização

.wd-page-nav .back-to-archive{width:52px!important;height:52px!important;display:block!important;background-image:url(https://coyotemidia.com.br/wp-content/uploads/2026/02/17.png)!important;background-size:cover!important;background-position:center!important;border-radius:3px!important;font-size:0!important;overflow:hidden!important}.wd-page-nav .back-to-archive:before,.wd-page-nav .back-to-archive:after{display:none!important} Planet Hemp não foi apenas banda de rap — foi movimento político disruptivo que usou música como arma para confrontar tabus brasileiros sobre drogas, especialmente maconha, em momento histórico onde simplesmente falar abertamente sobre cannabis era ato de coragem que poderia resultar em censura, processos judiciais e confrontos com autoridades. Formada em 1993 no Rio de Janeiro por Marcelo D2, BNegão, Skunk e Rafael Crespo, a banda misturou rap agressivo, rock pesado e reggae para criar som único e letras sem filtro que defendiam legalização da maconha, criticavam Guerra às Drogas e desafiavam hipocrisia social em relação...

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O misticismo de Tim Maia

.wd-page-nav .back-to-archive{width:52px!important;height:52px!important;display:block!important;background-image:url(https://coyotemidia.com.br/wp-content/uploads/2026/01/4-5.png)!important;background-size:cover!important;background-position:center!important;border-radius:3px!important;font-size:0!important;overflow:hidden!important}.wd-page-nav .back-to-archive:before,.wd-page-nav .back-to-archive:after{display:none!important} O misticismo de Tim Maia não foi um adereço excêntrico nem uma fase superficial de sua carreira — foi uma extensão direta de sua personalidade intensa, radical e sempre em busca de sentido. Em um artista conhecido pelo excesso, pela genialidade e pela indisciplina, a espiritualidade surgiu como mais uma tentativa de organizar o caos interno e dar forma a uma inquietação profunda sobre a vida, o ego e o destino. No início dos anos 1970, Tim se envolve com a Cultura Racional, movimento espiritual brasileiro baseado nos livros Universo em Desencanto. Ali, ele encontra uma promessa...

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Amy Winehouse: jazz, fama e o vício

.wd-page-nav .back-to-archive{width:52px!important;height:52px!important;display:block!important;background-image:url(https://coyotemidia.com.br/wp-content/uploads/2026/01/1-6.png)!important;background-size:cover!important;background-position:center!important;border-radius:3px!important;font-size:0!important;overflow:hidden!important}.wd-page-nav .back-to-archive:before,.wd-page-nav .back-to-archive:after{display:none!important} A trajetória de Amy Winehouse é uma das mais intensas e trágicas da música contemporânea. Dona de uma voz que parecia atravessar décadas, Amy surgiu como uma anomalia no pop dos anos 2000: profundamente enraizada no jazz, no soul e no rhythm and blues clássico, mas vivendo sob a lógica brutal da fama moderna. Entre o talento raro e a exposição incessante, sua história se tornou um retrato cruel do conflito entre arte, indústria e autodestruição. Desde o início, o jazz não era apenas referência estética — era linguagem emocional. Amy cantava como quem confessa. Influenciada por...

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