Russell Simmons: o arquiteto do império do hip hop

Russell Simmons: o arquiteto do império do hip hop

.wd-page-nav .back-to-archive{width:52px!important;height:52px!important;display:block!important;background-image:url(https://coyotemidia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/19.png)!important;background-size:cover!important;background-position:center!important;border-radius:3px!important;font-size:0!important;overflow:hidden!important}.wd-page-nav .back-to-archive:before,.wd-page-nav .back-to-archive:after{display:none!important} Enquanto MCs e DJs construíam a linguagem sonora do hip hop dentro dos parquinhos e block parties do Bronx nos anos 1970, um empresário do Queens estava construindo, em paralelo, a arquitetura de negócios que faltava para transformar aquilo em indústria. Russell Simmons não escreveu rimas nem produziu batida nenhuma que ficou famosa por si — sua contribuição foi outra: ele entendeu, antes de qualquer gravadora tradicional, que o hip hop era um produto cultural com valor comercial real, e não uma moda passageira de bairro.  Em 1984, ao lado de Rick Rubin, Simmons fundou a Def...

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Apagão de 1977: como ele acelerou o hip-hop

Apagão de 1977: como ele acelerou o hip-hop

.wd-page-nav .back-to-archive{width:52px!important;height:52px!important;display:block!important;background-image:url(https://coyotemidia.com.br/wp-content/uploads/2026/07/4.png)!important;background-size:cover!important;background-position:center!important;border-radius:3px!important;font-size:0!important;overflow:hidden!important}.wd-page-nav .back-to-archive:before,.wd-page-nav .back-to-archive:after{display:none!important} Na noite de 13 de julho de 1977, Grandmaster Caz e seu parceiro Disco Wiz estavam no meio de uma batalha de DJs no Slattery Playground Basketball Courts, no Bronx. A segunda música começou a tocar. O prato desacelerou. Os amplificadores apagaram. O equipamento inteiro morreu."Pensamos que tínhamos sobrecarregado o poste de luz", Caz lembraria décadas depois. Eles ficaram ajustando botões, verificando conexões, tentando entender o que havia dado errado. Então perceberam: as luzes estavam apagando rua abaixo. Uma depois da outra. A cidade inteira estava no escuro.Nova York em 1977 era uma cidade à beira...

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Shibuya-Kei — Um eclético movimento musical japonês

Shibuya-Kei — Um eclético movimento musical japonês

.wd-page-nav .back-to-archive{width:52px!important;height:52px!important;display:block!important;background-image:url(https://coyotemidia.com.br/wp-content/uploads/2026/07/37.png)!important;background-size:cover!important;background-position:center!important;border-radius:3px!important;font-size:0!important;overflow:hidden!important}.wd-page-nav .back-to-archive:before,.wd-page-nav .back-to-archive:after{display:none!important} Existe um bairro em Tóquio que, durante uma janela específica de tempo — grosso modo de 1989 a 1998 — funcionou como o centro nervoso de um dos movimentos musicais mais estranhos, sofisticados e influentes do século 20. Esse bairro era Shibuya. E o movimento era chamado exatamente assim: Shibuya-kei. "Estilo de Shibuya."O nome é enganosamente simples para algo que era fundamentalmente inclassificável.Shibuya-kei não era um gênero no sentido convencional — não tinha um som único, uma estética sonora reconhecível, um BPM ou uma progressão de acordes que definisse o pertencimento. O que unia as bandas...

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Enter the Wu-Tang: Staten Island virou mítica asiática

Enter the Wu-Tang: Staten Island virou mítica asiática

.wd-page-nav .back-to-archive{width:52px!important;height:52px!important;display:block!important;background:url(https://coyotemidia.com.br/wp-content/uploads/2026/06/22.png) center/cover!important;border-radius:3px!important;font-size:0!important;overflow:hidden!important}.wd-page-nav .back-to-archive:before,.wd-page-nav .back-to-archive:after{display:none!important}.wd-page-nav .back-to-archive{width:52px!important;height:52px!important;display:block!important;background-image:url(https://coyotemidia.com.br/wp-content/uploads/2026/06/22.png)!important;background-size:cover!important;background-position:center!important;border-radius:3px!important;font-size:0!important;overflow:hidden!important}.wd-page-nav .back-to-archive:before,.wd-page-nav .back-to-archive:after{display:none!important}Staten Island é o borough mais ignorado de Nova York. Não tem a energia do Bronx, não tem o prestígio de Manhattan, não tem a narrativa de Brooklyn. É o lugar de onde as pessoas dizem que são quando não querem explicar muito. Em 1993, um grupo de nove MCs dali resolveu transformar esse lugar em algo completamente diferente: Shaolin. O nome vem do filme The 36th Chamber of Shaolin (1978), um clássico do kung fu hongkonguês que circulava nas locadoras de bairros populares de Nova York desde os anos 70. Para o RZA,...

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Niggas in Paris: o beat feito em 15 minutos

Niggas in Paris: o beat feito em 15 minutos

.wd-page-nav .back-to-archive{width:52px!important;height:52px!important;display:block!important;background-image:url(https://coyotemidia.com.br/wp-content/uploads/2026/06/7.png)!important;background-size:cover!important;background-position:center!important;border-radius:3px!important;font-size:0!important;overflow:hidden!important}.wd-page-nav .back-to-archive:before,.wd-page-nav .back-to-archive:after{display:none!important} Em algum momento de 2010 ou 2011, num apartamento ou estúdio de LA, um produtor de 22 anos chamado Chauncey Hollis — conhecido como Hit-Boy — abriu o FL Studio e fez um beat em cerca de 15 minutos. Eram poucos elementos: um riff de sintetizadores gelados e repetitivos, um kick drum marcado, alguns bleeps eletrônicos. Era simples demais para ser uma hit, pensou. Deu o beat para um amigo chamado Chilly Chill, que ia jogar numa mixtape ou postar no YouTube. Então chegou um email de Don C perguntando por esse beat específico. Don C era...

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Tecnobrega e a pirataria como modelo de negócio

.wd-page-nav .back-to-archive{width:52px!important;height:52px!important;display:block!important;background-image:url(https://coyotemidia.com.br/wp-content/uploads/2026/04/2-4.png)!important;background-size:cover!important;background-position:center!important;border-radius:3px!important;font-size:0!important;overflow:hidden!important}.wd-page-nav .back-to-archive:before,.wd-page-nav .back-to-archive:after{display:none!important} Em algum momento do início dos anos 2000, os produtores de tecnobrega em Belém do Pará fizeram algo que nenhuma gravadora do mundo havia conseguido fazer: resolveram o problema da pirataria. Não resolveram procesando, não resolveram com DRM, não resolveram com lobby junto ao Congresso. Resolveram mudando completamente a lógica do que significava 'vender música'. E a solução foi tão elegante, tão eficiente e tão óbvia em retrospecto que o fato de a indústria global ter levado mais uma década para chegar a uma conclusão vagamente parecida é um testemunho da profundidade da cegueira corporativa.O tecnobrega...

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O baile charme e a classe média negra que a mídia ignorou

.wd-page-nav .back-to-archive{width:52px!important;height:52px!important;display:block!important;background-image:url(https://coyotemidia.com.br/wp-content/uploads/2026/04/9-4.png)!important;background-size:cover!important;background-position:center!important;border-radius:3px!important;font-size:0!important;overflow:hidden!important}.wd-page-nav .back-to-archive:before,.wd-page-nav .back-to-archive:after{display:none!important} Nos anos 1980, o Rio de Janeiro vivia uma contradição que a cidade raramente enfrenta com honestidade: enquanto a redemocratização prometia uma sociedade mais igualitária e a efervescência cultural carioca alimentava a ilusão de uma convivência harmoniosa entre mundos sociais distintos, as periferias suburbanas seguiam produzindo vida cultural sofisticada em completo silêncio mediático. Uma dessas vidas se chamava baile charme — e sua história é um dos capítulos mais reveladores sobre o que o Brasil escolhe ver e o que prefere ignorar quando olha para si mesmo.O baile charme não surgiu do nada. Ele é produto...

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Kuduro e Afrobeats: O Som da Diáspora Africana no Brasil

.wd-page-nav .back-to-archive{width:52px!important;height:52px!important;display:block!important;background-image:url(https://coyotemidia.com.br/wp-content/uploads/2026/04/5-3.png)!important;background-size:cover!important;background-position:center!important;border-radius:3px!important;font-size:0!important;overflow:hidden!important}.wd-page-nav .back-to-archive:before,.wd-page-nav .back-to-archive:after{display:none!important} Há algo acontecendo nas periferias do Brasil que ainda não recebeu o nome certo. Um deslocamento sonoro silencioso, gradual, que está reescrevendo os códigos da festa popular e reorganizando as filiações culturais de uma geração inteira. Não é um movimento com manifesto, com líder ou com data de fundação. É uma conversa — às vezes consciente, às vezes instintiva — que o Atlântico Sul vem travando há décadas, e que agora está ficando suficientemente alta para que quem queira ouvir não precise mais se esforçar muito.O kuduro é talvez o fio mais visível dessa trama. Nascido...

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A conexão entre o muay thai, a capoeira e o breakdance

.wd-page-nav .back-to-archive{width:52px!important;height:52px!important;display:block!important;background-image:url(https://coyotemidia.com.br/wp-content/uploads/2026/04/10-2.png)!important;background-size:cover!important;background-position:center!important;border-radius:3px!important;font-size:0!important;overflow:hidden!important}.wd-page-nav .back-to-archive:before,.wd-page-nav .back-to-archive:after{display:none!important} Três práticas corporais. Três geografias separadas por oceanos e continentes. Três contextos históricos que, na superfície, não têm nada a ver uns com os outros: a Tailândia do século XV, o Brasil colonial do século XVII, o Bronx dos anos 1970. E, no entanto, quando você coloca lado a lado um mestre de capoeira, um kru de muay thai e um b-boy experiente e pede que cada um descreva o que pratica — o que é, o que faz, de onde veio, para que serve — as respostas convergem de maneiras que desafiam a separação geográfica...

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Como o baile funk carioca influenciou a cena rave europeia

.wd-page-nav .back-to-archive{width:52px!important;height:52px!important;display:block!important;background-image:url(https://coyotemidia.com.br/wp-content/uploads/2026/04/32.png)!important;background-size:cover!important;background-position:center!important;border-radius:3px!important;font-size:0!important;overflow:hidden!important}.wd-page-nav .back-to-archive:before,.wd-page-nav .back-to-archive:after{display:none!important} Em algum momento entre 2008 e 2012, algo começou a mudar nos sets de DJs em Berlim, Londres, Amsterdã e Barcelona. Não de forma súbita — de forma gradual, como a mudança de tom numa conversa longa que você só percebe quando para e pensa no que foi dito uma hora atrás. Elementos rítmicos estranhos começaram a aparecer em contextos onde não eram esperados: uma quebrada de tamborim eletrônico num set de dubstep. Uma voz sampledada em português sobre uma base de bass music. Uma estrutura rítmica que escapava do grid regular do house e do...

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